A influencia do Split Horizon em subinterfaces multiponto em ambientes Frame Relay com EIGRP

Split Horizon é uma configuração que impede num ambiente de roteamento a existência de loops. Pode-se entender facilmente isto como num ambiente ponto a ponto entre 2 roteadores A e B. Se atrás do roteador B for posicionado um outro roteador C entao o Split Horizon diz que uma rota que o roteador B aprendeu do roteador C  nao pode novamente ser difundida pelo roteador B na mesma interface em que ele aprendeu do roteador C.

Isso tem muita importância dado que impede que pacotes fiquem roteando entre os roteadores B e C situacao esta conhecida como loop de roteamento.

Frame Relay é um protocolo WAN de comutação de pacotes que funciona nas camadas 1 e 2 do modelo OSI, geralmente usado para estabelecer links permanentes virtuais (PVCs) entre redes locais e redes WAN por meio de encapsulamento.

O EIGRP já foi aqui falado. É um protocolo de roteamento.

O frame relay possui 2 configurações muito usadas nas subinterfaces. ponto a ponto e ponto a multiponto, sendo que cada uma delas possui a sua utilidade que nao nos adiante referir aqui.

Por exemplo na configuracao ponto a multiponto (ou multiponto) abaixo:

Repare que foi alocado um /29 as 3 subinterfaces, suficiente para endereçar e ainda aumentar mais 3 subinterfaces. Em tempo t1 os roteadores B1 e B2 estabelecerão relações de vizinhança com o roteador WAN1 (subinterface s0/0/0.9). Mas, o que dizer de relações de vizinhança entre B1 e B2? Elas não são estabelecidas em tempo t1, porque não existe um PVC entre os roteadores B1 e B2. Em tempo t2 o roteador WAN1 recebe rotas do roteador B1, bem como o o roteador B2 anuncia as suas rotas para WAN1. Em tempo t3 WAN1 (subinterface s0/0/0.9) anuncia as rotas aprendidas de B1 e B2 a B2 e B1.

So que isto não acontece!!! E porque não acontece? Por causa do Split Horizon. O facto de WAN1 aprender uma rota de B1 pela subinterface s0/0/0.9 impede que a mesma seja difundida a B2 porque o Split Horizon diz que uma rota aprendida por uma interface numa direcção não pode voltar a ser difundida por esta interface na direcção oposta. Como a configuração multiponto em WAN1 é mesmo só com uma subinterface isso cria problemas.

Para resolver este problema, desabilite o split horizon na subinterface multiponto s0/0/0.9. Note que é uma opcao default. O seguinte comando no modo subinterface:

>no ip split-horizon eigrp asn

Internet restabelecida em Luanda?

Houve entre ontem e hoje um soluçar do acesso a Internet em alguns provedores de Luanda. Parece que o problema está em mais um corte do cabo submarino SAT3, por uma qualquer ‘empresa de escavação’, não tenho bem infos. Certo é que apenas hoje a partir do meio-dia começou-se a sentir o restabelecer parcial. O provedor que eu uso tinha ainda problemas em aceder sites que usam certificados (HTTPS). Cheguei a pensar que era um problema de NTP dos meus dispositivos. Ajustei e verifiquei e conclui que não tinha nada que ver comigo. Talvez alguns dos servidores NTP ou configurações nos roteadores, ou roteadores estivessem abaixo. O certo é que ja a partir do fim da tarde que vos falo a situação parece ter voltado a normalidade.

Nao é fácil ser provedor em Angola. Também não é fácil ser técnico de Fibras Ópticas em Angola, pelo menos em termos de trabalho, porque em horas extras é suposto haver muitas e desta forma o bolso enche mais, LOL.

Mapas de rota

Imagine que você tenha 2 links WAN a providenciar acesso a Internet a sua rede. Não pensando em politicas de tráfego, QoS etc, você poderia optar por digamos providenciar um link (o melhor) para os departamentos principais (directoria, gestão etc) e outro para os demais (o ‘povo’). No caso de um desses cair então todos os departamentos passam a usar o mesmo link.

Uma das soluções para conseguir isso são os mapas de rota (route maps) disponíveis no Cisco IOS. Ela geralmente é considerada uma ferramenta ainda mais poderosa que as ACLs e é muito normal vermos a sua utilização em ambientes com NAT.

Essa matéria é bastante explicativa.

IPv6: O Multicast e o problema da conformaçao dos dispositivos

O protocolo IPv6 está mesmo aqui as portas. Negar tal facto é fugir a realidade. Certo que o IPv4 continuará a ser utilizado, principalmente em redes internas. Seria bom contudo que mesmo ali fossem promovidas alterações de modo a não apanhar ninguém de surpresa, quando os provedores começarem a atribuir endereços IPv6 Global Unicast aos particulares.

Por falar nisso, como ficarão muito dos dispositivos que usam IPv4 Broadcast, como em redes de TV e Net por cabo, por exemplo? A solução para a conformação dos padrões pode ser uma das seguintes: Actualização do software do fabricante pelo provedor, ou substituição do hardware no caso em que não seja possível actualizar.

Como sabemos o protocolo IP pertence a camada de transporte do modelo OSI. Na sua versão 6 (IPv6) o Broadcast (difusão) foi eliminado sendo substituído por Multicast que também em abono da verdade existe na versão 4, mas não como na versão 6. Na versão 6 são definidos uma serie de endereços Multicast para as mais diversas aplicações em rede e podem ser consultados no site da IANA. Os seguintes endereços de Multicast são muito comuns em redes IP:

A segmentação por meio de endereços Multicast traz vantagens a rede como por exemplo evitar sobrecarga. Por exemplo na tabela acima o endereço IPv6 Multicast FF02::2 como endereço de destino serve apenas para todos os roteadores no link. Se o roteador quiser responder ele usa o endereço de Broadcast FF02::1. É tão simples quanto isso.

Obviamente muitos dispositivos continuarão a usar Broadcast e consequentemente muitas redes também, mas nao tarda com as actualizações e tudo o resto o cenário irá mudar de tal forma que os problemas envolvendo Broadcast sejam totalmente derimidos.

As ‘the best 2010’ 150 apps disponiveis para usuarios Windows

Não sou muito de usar diversos aplicativos. Faz-me confusão. Tem quem gosta de usar quase tudo o que encontra. Para estes vai uma lista super interessante de 150 aplicativos muito bons somente para usuarios Windows. Eu pessoalmente gostei de alguns softwares desta lista como o Disk Pulse, que quando bem usado, pode ser útil para controlar movimentos de malwares.