Stephen Hawking e as possibilidades da seleccao Inglesa de futebol no Mundial do Brasil

Stephen Hawking despensa apresentações. Professor Lucasiano[1] da universidade de Cambridge, é considerado um dos mais brilhantes físicos teóricos do mundo ainda em vida. Tem realizado grandes contribuições nas matérias de cosmologia teórica, matemática aplicada, física teórica e gravidade quântica.

 

Stephen Hawking

Stephen Hawking e a expressão matemática que se cumprida, define a vitoria da equipa Inglesa no Mundial 2014

Apesar de ser uma especie de ‘rato de laboratório'[2] Stephen também sabe divertir-se. Mesmo estando limitado fisicamente por causa de ter contraído a rara doença Esclerose Lateral Amiotrófica, que degenera os ossos do corpo sem afectar a inteligencia, ele tem feito algumas coisas interessantes, como por exemplo participar em gravações de musicas, participação de documentários, conferencias, visitas etc.

Bom, a selecçao Inglesa de futebol, já sabemos como ela é: Bons jogadores, do nível de Ronnie, Lampard, Kerry, Ashley Cole, etc etc. Acontece, que é uma selecçao que não ganha nada!!! Pratica um bom futebol, mas baqueia sempre na hora H.

Stephen Hawking pensa que isto está ligado a uma serie de factores. Analisou os dados de todos os jogos desde a ultima vez que a selecçao Inglesa ganhou um campeonato do mundo, isto é, nos anos 60 e chegou a expressão matemática que segundo ele pode levar a Inglaterra a ser campeá do mundo no mundial 2014 a ser disputado no Brasil. Algumas dessas condições são as seguintes:

Factores Favoráveis

1 – Jogar com um arbitro Europeu contra o Uruguai dia 19 de Junho. Segundo ele a Inglaterra ganhou 63% de suas partidas jogando com árbitros Europeus que são mais favoráveis ao estilo de jogo Inglês e menos a favor do estilo de jogo Sul Americano de jogadores como Luiz Suarez que estão constantemente a ‘atirarem-se’ ao relvado.

2 – Jogar com o equipamento vermelho em vez do branco confere uma outra agressividade a seleccao Inglesa, ele garante. Desta forma os jogadores se sentem com uma atitude mais ‘agressiva’ e tendem a um esforço maior para ganharem os jogos.

3 – A presença de esposas e  namoradas é irrelevante.

4 – Um esquema 4-3-3 é mais favorável que um esquema de 4-4-2.

Factores Contra

1 – O calor a altitude e a distancia jogarão contra a selecçao Inglesa. Por exemplo ele considera que um aumento da temperatura em 5 graus Celsius reduz a probabilidade da Inglaterra ganhar em 59%, mas se jogarem a um determinado nível abaixo do mar essa probabilidade aumenta.

2 – Estar distante de casa, causará choques culturais, e Jetlags que não são favoráveis selecçao Inglesa.

Melhor Marcador

Stephen Hawking, afirma por outro lado que o melhor marcador da selecçao Inglesa será Daniel Sturridge e não Wayne Ronnie como poderíamos pensar.

O Uruguaio Luiz Suarez (a esquerda) e O Inglês Daniel Sturridge irão marcar presença no Mundial 2014

O Uruguaio Luiz Suarez (a esquerda) e O Inglês Daniel Sturridge irão marcar presença no Mundial 2014

Ele baseia a sua afirmação novamente recorrendo a probabilidade e estatística, mas também afirma que não se precisa ser um grande matemático para se prever isso. Ele diz que Sturridge marca uma vez a cada 108 minutos de jogo, ao passo que Ronnie o faz a cada 144 minutos. Acrescenta, por outro lado que factores psicológicos irão concorrer contra Wayne Ronnie que está menos motivado que Daniel Sturridge.

[1] – Uma especie de Isaac Newton da actualidade.

[2] – Um cientista no verdadeiro sentido da palavra.

Fontes:

Marca.es – http://www.marca.com/2014/05/28/futbol/mundial/inglaterra/1401299291.html
BBC.com – http://www.bbc.com/news/uk-27608788

Neutrinos: Mais rapidos que a luz? Algum beneficio para nós?

Tem sido anunciado nos últimos 2 dias, com algum natural alvoroço que cientistas Italianos descobriram uma partícula mais rápida que a luz, os chamados neutrinos. Na realidade, não foi uma descoberta. Ja se sabia que eles existiam desde 1931 (Wolfgang Pauli) e 1934 (Enrico Fermi em adenda a Wolfgang Pauli), no entanto não se sabia muito sobre elas.

Esse desconhecimento é gerado em causa devido a dificuldade em detecta-las. Mesmo considerando dimensões microscópicas ja estamos a exagerar. Contudo a sua detecção é importante até para entender como acontecem certas alterações na radiação solar. Sim, naturalmente nosso corpo é receptor de neutrinos todos os dias e nem damos por isso.

O acontecimento é ainda mais interessante pelo facto de serem partículas sem carga eléctrica, e como não tem carga eléctrica, logo não são afectadas por componentes electromagnéticas (electromagnetismo inexistente).

Como se acreditava que os neutrinos possuíam uma velocidade pelo menos (por estatística) aproximada da velocidade da luz, a polémica vem do facto de que os cientistas Italianos no CERN (Genebra), ao emitirem os neutrinos deste ponto ao outro (projecto OPERA, Itália) terão percebido que os neutrinos chegam primeiro que um fotão de luz.

E não é para menos. Não foi um experimento enxuto e isolado. Foram 16.000 experimentos com diversos parâmetros trocados e verificados na emissão e recepção de feixes, e o resultado alcançado parece não deixar para já, duvidas que os neutrinos são mais rápidos que os fotões de luz que chegam para aí ao detector em Itália, 60 ns depois.

Se nesta distancia de 730 Km entre as duas cidades os neutrinos percorrem 2.43 ms, os fotões percorrem para aí 2.429 ms, uma diferença absurdamente desprezível aos olhos humanos, mas grandemente preocupante em experimentos físicos.

Existem ja diversas criticas a estes experimentos. Um deles tem que ver com a imperfeição dos leds emissores, os foto-detectores, e os conversões opto-eléctricos estes últimos sujeitos a atenuações, ainda que muito mínimas, mas altamente consideráveis.

Outra critica tem que ver com o facto de não ser possível determinar com grande exactidão o tempo inicial da criação dum neutrino e o momento em que ele chega ao detector de neutrinos na Itália. O sincronismo é controlado pelo sistema de posicionamento global (GPS), sistema esse que ironicamente baseia-se na teoria da relatividade de Albert Einstein (nada é mais rápido que a luz), mas que também possui atrasos ainda que mínimos, mas já na ordem dos nanosegundos (ns). Na realidade é usada uma media estatística para tentar como que determinar o tempo inicial da criação dum neutrino.

E se Albert Einstein estiver errado a e a velocidade da luz não for a maior velocidade que pudermos alcançar?

Se isto for verdade então estaremos diante duma grande revolução cientifica e muitas das coisas terão de ser revistas, muitos equipamentos terão de ser reajustados e muitas teorias físicas cairão por terra, diversos experimentos terão de ser reavaliados (Incluindo o LHC, o acelerador de partículas do CERN).

Que vantagens em relação a velocidade da Internet?

Boa, aí está o que queríamos ouvir não é?

1 – Teremos uma Internet mais rápida?

Dificilmente. A teoria da relatividade de Einstein foi pensada no inicio dos anos 1900 e somente mais de 50 anos depois foi percebida a praticidade das fibras ópticas no transporte de luz para uso de transmissao de dados. Hoje, o problema não reside na capacidade de transmissao das fibras ópticas, cuja largura de banda chega aos 1 THz, mas sim na eficiência pobre dos conversores opto-eléctricos que não conseguem tirar proveito de tanta largura de banda.

Até que este problema seja resolvido, talvez tenhamos capacidade de pensar nos neutrinos que olha, só podem ser transmitidos na terra, ou seja ainda temos de encontrar um meio de transmissao fiável para os neutrinos, isso quando conseguirmos gerar eles com facilidade. Não nos esqueçamos da sua ‘capacidade’ de difícil detecção. Os tipos quase não são detectados pela matéria, passam por elas facilmente.

Não seria pessimismo dizer que talvez tenhamos de esperar UM SÉCULO para tirar pleno proveito disso.

2 – Seria chocante se fosse verdade?

Seria. Por isso alguns cientistas afirmam já que isso não é praticamente possível. O físico Brasileiro Marcelo Gleiser afirmou:

Se tem algo mais rápido que isso, a informação chega antes dos processo que utilizamos para obter informação. Por exemplo: você me vê entrando numa sala. A luz bate em mim, você me detecta. Se eu tivesse emanando neutrinos e você pudesse percebê-los, você me veria antes de entrar na sala.

A afirmação dele é chocante. Com isso no mínimo teríamos uma grande possibilidade de termos um Minority Report, ou seja veríamos o futuro.

E nisso pelas minhas crenças bíblicas eu não acredito.

Fontes:

http://www.ps.uci.edu/~superk/neutrino.html
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/em-duas-semanas-vao-entender-o-erro-afirma-gleiser

A descoberta de um Einstein Africano

Segue a frente o post publicado no blog dererumnatura sobre um projecto que envolve a descoberta de cérebros Africanos:

O físico-matemático britânico Neil Turok (na imagem), da Universidade de Cambridge, tem vindo a promover o “African Institute for Mathematical Sciences”, criado na Cidade do Cabo, na África do Sul, para encontrar e desenvolver grandes talentos científicos no continente africano. O artigo de Chris Milton intitulado “O Próximo Einstein”, que acaba de sair na “IM Magazine”, fala dessa procura de “um Einstein africano”. Pode ser lido aqui.

Fonte: DeRerumNetura

Índia envia missão não-tripulada à lua (fotos)

O Chandrayaan-1, espaçonave cubóide construída pela Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (Isro, na sigla em inglês), foi lançado de um centro espacial no sul do país, logo após o amanhecer. Com o lançamento, a Índia celebra suas ambições de progresso científico e espera ganhar mais espaço nos negócios espaciais.

fonte: yahoo, the times of india

10 maravilhas para ver no ceu

A revista britânica “BBC Sky at Night” no seu número de Agosto publica uma lista das “50 Wonders you must see before you die”. Eis o “top ten”:

1. Eclipse total do Sol (na foto, imagem do recente eclipse desse tipo que foi visível no hemisfério norte).
2. Uma aurora (só perto dos pólos)
3. Uma bola de fogo meteórica (fenómeno raro)
4. As galáxias cadeia de Markarian (na constelação da Virgem, difíceis de observar, sendo necessário telescópio)
5. Um cometa brilhante (fenómeno raro)
6. Um fenómeno lunar transiente (impacto de um meteoróide na superfície lunar, difícil de observar)
7. O Gegenschein (ténue brilho no céu nocturno, à meia noite, muito difícil de observar).
8. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães (só no hemisfério Sul)
8. A galáxia Bode M81 (necessário telescópio)
10. Um eclipse solar anular.

Fonte: Dereremundi

Obs: Felizmente assiti a um eclipse total do sol em Luanda, alguns anos atrás e foi algo de maravilhoso e impressionante.

Sonda Phoenix confirma água em amostra do solo de Marte

sonda phoenix

sonda phoenix

Testes realizados pelo robô-laboratório depositado em Marte mostram traços congelados do elemento mais essencial à vida. Com a descoberta e as boas condições do robô, a NASA decidiu estender a missão por mais 5 semanas.

“Nós temos água”. Essa foi a frase emitida com orgulho por William Boynton, pesquisador da Universidade do Arizona e responsável pelo Analizador Térmico e de Gases Sublimados (Thermal and Evolved-Gas Analyzer), o TEGA, equipamento que aquece as amostras afim de analisar os gases resultantes. Segundo ele, evidências de presença do líquido existiam apenas baseadas em observações de satélite e projeções, mas é a primeira vez que “a água de Marte é saboreada”. As informações são do site oficial da NASA.

fonte: yahoo

Cientistas portugueses desenvolvem o primeiro transístor com papel

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.

“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.

Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos.

O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.

É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.

O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.

A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.

O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.