Neutrinos: Mais rapidos que a luz? Algum beneficio para nós?

Tem sido anunciado nos últimos 2 dias, com algum natural alvoroço que cientistas Italianos descobriram uma partícula mais rápida que a luz, os chamados neutrinos. Na realidade, não foi uma descoberta. Ja se sabia que eles existiam desde 1931 (Wolfgang Pauli) e 1934 (Enrico Fermi em adenda a Wolfgang Pauli), no entanto não se sabia muito sobre elas.

Esse desconhecimento é gerado em causa devido a dificuldade em detecta-las. Mesmo considerando dimensões microscópicas ja estamos a exagerar. Contudo a sua detecção é importante até para entender como acontecem certas alterações na radiação solar. Sim, naturalmente nosso corpo é receptor de neutrinos todos os dias e nem damos por isso.

O acontecimento é ainda mais interessante pelo facto de serem partículas sem carga eléctrica, e como não tem carga eléctrica, logo não são afectadas por componentes electromagnéticas (electromagnetismo inexistente).

Como se acreditava que os neutrinos possuíam uma velocidade pelo menos (por estatística) aproximada da velocidade da luz, a polémica vem do facto de que os cientistas Italianos no CERN (Genebra), ao emitirem os neutrinos deste ponto ao outro (projecto OPERA, Itália) terão percebido que os neutrinos chegam primeiro que um fotão de luz.

E não é para menos. Não foi um experimento enxuto e isolado. Foram 16.000 experimentos com diversos parâmetros trocados e verificados na emissão e recepção de feixes, e o resultado alcançado parece não deixar para já, duvidas que os neutrinos são mais rápidos que os fotões de luz que chegam para aí ao detector em Itália, 60 ns depois.

Se nesta distancia de 730 Km entre as duas cidades os neutrinos percorrem 2.43 ms, os fotões percorrem para aí 2.429 ms, uma diferença absurdamente desprezível aos olhos humanos, mas grandemente preocupante em experimentos físicos.

Existem ja diversas criticas a estes experimentos. Um deles tem que ver com a imperfeição dos leds emissores, os foto-detectores, e os conversões opto-eléctricos estes últimos sujeitos a atenuações, ainda que muito mínimas, mas altamente consideráveis.

Outra critica tem que ver com o facto de não ser possível determinar com grande exactidão o tempo inicial da criação dum neutrino e o momento em que ele chega ao detector de neutrinos na Itália. O sincronismo é controlado pelo sistema de posicionamento global (GPS), sistema esse que ironicamente baseia-se na teoria da relatividade de Albert Einstein (nada é mais rápido que a luz), mas que também possui atrasos ainda que mínimos, mas já na ordem dos nanosegundos (ns). Na realidade é usada uma media estatística para tentar como que determinar o tempo inicial da criação dum neutrino.

E se Albert Einstein estiver errado a e a velocidade da luz não for a maior velocidade que pudermos alcançar?

Se isto for verdade então estaremos diante duma grande revolução cientifica e muitas das coisas terão de ser revistas, muitos equipamentos terão de ser reajustados e muitas teorias físicas cairão por terra, diversos experimentos terão de ser reavaliados (Incluindo o LHC, o acelerador de partículas do CERN).

Que vantagens em relação a velocidade da Internet?

Boa, aí está o que queríamos ouvir não é?

1 – Teremos uma Internet mais rápida?

Dificilmente. A teoria da relatividade de Einstein foi pensada no inicio dos anos 1900 e somente mais de 50 anos depois foi percebida a praticidade das fibras ópticas no transporte de luz para uso de transmissao de dados. Hoje, o problema não reside na capacidade de transmissao das fibras ópticas, cuja largura de banda chega aos 1 THz, mas sim na eficiência pobre dos conversores opto-eléctricos que não conseguem tirar proveito de tanta largura de banda.

Até que este problema seja resolvido, talvez tenhamos capacidade de pensar nos neutrinos que olha, só podem ser transmitidos na terra, ou seja ainda temos de encontrar um meio de transmissao fiável para os neutrinos, isso quando conseguirmos gerar eles com facilidade. Não nos esqueçamos da sua ‘capacidade’ de difícil detecção. Os tipos quase não são detectados pela matéria, passam por elas facilmente.

Não seria pessimismo dizer que talvez tenhamos de esperar UM SÉCULO para tirar pleno proveito disso.

2 – Seria chocante se fosse verdade?

Seria. Por isso alguns cientistas afirmam já que isso não é praticamente possível. O físico Brasileiro Marcelo Gleiser afirmou:

Se tem algo mais rápido que isso, a informação chega antes dos processo que utilizamos para obter informação. Por exemplo: você me vê entrando numa sala. A luz bate em mim, você me detecta. Se eu tivesse emanando neutrinos e você pudesse percebê-los, você me veria antes de entrar na sala.

A afirmação dele é chocante. Com isso no mínimo teríamos uma grande possibilidade de termos um Minority Report, ou seja veríamos o futuro.

E nisso pelas minhas crenças bíblicas eu não acredito.

Fontes:

http://www.ps.uci.edu/~superk/neutrino.html
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/em-duas-semanas-vao-entender-o-erro-afirma-gleiser

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Acelerador gigante de partículas vai parar durante dois meses

O acelerador gigante de partículas LCH do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) vai estar parado durante dois meses, depois de um “incidente” registado durante o ensaio ter danificado um elemento do mecanismo, anunciou hoje um porta-voz da instituição.

Em comunicado, o CERN explica que o problema foi provocado por uma importante fuga de hélio ocorrida ontem no túnel.

Apesar de garantir que o incidente não representou qualquer perigo para a segurança do pessoal, um porta-voz da instituição afirma que um “elemento da máquina tem de ser reparado”, o que obrigará à paragem durante dois meses da experiência.

Este é já o terceiro problema registado no Grande Acelerador de Hadrões (conhecido pela sigla em inglês, LHC), o maior instrumento de física do mundo. O primeiro foi um ataque de “hackers” no arranque da experiência, a 10 de Setembro, mas só noticiado alguns dias depois.

Logo no dia seguinte, um problema eléctrico que afectou o sistema de refrigeração do circuito, com 27 quilómetros, obrigou à suspensão da experiência por uma semana, para a substituição de um transformador de 30 toneladas

O LHC começou a funcionar no passado dia 10 de Setembro numa cerimónia de pompa e circunstância. Trata-se de um projecto faraónico que juntou milhares de cientistas do mundo durante 20 anos e que procura simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos atrás, sendo já considerado a experiência científica do século. É a maior máquina do mundo, tão grande e sofisticada que não poderia nunca ser fabricada por uma única empresa, ou um único país. Envolve 6000 cientistas, levou uma década a construir e custou dez mil milhões de dólares.

O objectivo final desta grande experiência é poder dar resposta a muitas perguntas sobre a origem do Universo, entender por que a matéria é muito mais abundante no Universo do que a anti-matéria, e chegar a descobertas que “mudarão profundamente a nossa visão do Universo”, segundo o director do CERN, Robert Aymar. Uma das aspirações dos cientistas é encontrar o hipotético bosão de Higgs, uma partícula que nunca foi detectada com os aceleradores existentes, muito menos potentes que o LHC.

Fonte: publico

Hackers atacam LHC

Depois de tanto alarido a volta do inicio das operações do Large Hadron Collider, eis que um grupo de hackers da Grecia afirma ter atacado com sucesso um dos servidores da rede interna do laboratorio no CERN, estando mesmo proximos a uma das maquinas de controlo do sistema. Para provarem isto mesmo vandalizaram uma pagina web deixando mensagens em grego.

Garota comete suicídio por medo de acelerador de partículas

Amedrontada pelas notícias de possível colapso do planeta Terra durante as experiências com o acelerador de partículas LHC, uma adolescente indiana cometeu suicídio.

O LHC, ou Large Hadron Collider, é o acelerador de partículas mais famoso do mundo. Localizado na Suíça, vai permitir aos cientistas pesquisarem mais a fundo a respeito das partículas subatômicas e, especialmente, os mistérios do Big Bang. O projeto foi criticado por algumas correntes científicas, que temiam a formação de um buraco negro ou de uma quantidade muito grande de antimatéria, o que poderia causar a desintegração do planeta. Seria – literalmente – o fim do mundo. O LHC entrou em operação hoje, entretanto, e nada de anormal aconteceu.

Os experimentos do LHC são seguros, segundo seus criadores. Mesmo assim, há relatos de pânico causado pelo suposto fim do mundo. Na Índia, após acompanhar por dois dias notícias na TV e jornais a respeito do LHC, uma adolescente de 16 anos suicidou-se para não testemunhar o fim dos tempos, conforme noticiou a agência de notícias indiana Rediff. Os pais da adolescente, que viviam com ela na província de Madhya Pradesh, centro do país, contam que, na terça-feira, a filha havia ingerido tabletes de inseticida e chegou a ser internada, mas faleceu hoje pela manhã.

Segundo o portal de notícias MSNBC, durante os dois últimos dias todos os canais de notícias da TV indiana apresentavam debates e reportagens sobre o LHC e um possível fim do mundo, o que causou uma espécie de histeria coletiva. Na região leste da Índia, onde a religiosidade é bastante forte, milhares de pessoas correram aos templos para rezar pedindo a clemência dos deuses.

Ao mesmo tempo, o ocidente encara o experimento com tranquilidade e alguma troça. Um internauta bem humorado registrou o domínio hasthelargehadroncolliderdestroyedtheworldyet.com (na tradução, “Será que o LHC já destruiu o mundo?”). Quando o site é visitado, há um indicador em letras garrafais indicando se o mundo já acabou ou se ainda está intacto.

Fonte: yahoo

Laboratório de física completa maior quebra-cabeças do mundo

 

GENEBRA (Reuters) – Uma roda de 100 toneladas, a última peça de uma ambiciosa experiência que, esperam os cientistas, ajudará a desvendar os segredos do Universo foi instalada com sucesso numa caverna subterrânea, na sexta-feira.

Trata-se do elemento final do detector de partícula ATLAS, o maior dos quatro que serão conectados ao mais poderoso acelerador de partículas do mundo, que a European Organisation for Nuclear Research (CERN) espera começar a operar na metade de 2008.

“A última peça completa o gigantesco quebra-cabeças”, anunciou o CERN em comunicado.

A roda foi baixada a um poço de 100 metros de profundidade, e alinhada a distância de um milímetro de outros detectores do CERN, o maior centro mundial de pesquisa de partículas, localizado em um extenso complexo de pesquisas ao longo da fronteira entre França e Suíça.

O detector ATLAS medirá partículas conhecidas como múons, que devem ser geradas em colisões de partículas no acelerador, conhecido como Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês).

O LHC recriará as condições existentes logo depois do Big Bang, explosão que muitos cientistas acreditam ter gerado o Universo, por meio da colisão de dois feixes de partículas em velocidade próxima à da luz.

“À medida que as partículas passam por um campo magnético produzido por imãs supercondutores, o detector tem a capacidade de acompanhá-las com precisão equivalente à espessura de um cabelo humano”, segundo o CERN.

As experiências no LHC, que fica em um túnel subterrâneo com circunferência de 27 quilômetros, devem permitir que os físicos dêem um grande salto na jornada que começou com a lei da gravidade de Isaac Newton, segundo a organização.

A ciência não foi capaz até agora de produzir explicações fundamentais com por exemplo como as partículas adquirem massa. As experiências também estudarão a misteriosa matéria escura do Universo, e o motivo pelo qual o Universo possui mais matéria que antimatéria.

“Os primeiros prótons colidirão em breve, e os segredos de nosso Universo começarão a ser desvendados”, afirmou o CERN.

O porta-voz do CERN, James Gillies, afirmou: “Nós conhecemos cerca de quatro por cento do Universo. O LHC pode nos ensinar sobre os 96 por cento restantes, que os cosmologistas chamam de matéria escura.”

Assim que o LHC começar a funcionar, deve levar provavelmente um ano para que uma “nova física” surja, disse ele. Ciência útil deve ser continuamente produzida por até 20 anos.

Cerca de 10 mil cientistas ao redor do mundo, incluindo do Brasil, trabalharam no complexo desde o início de sua construção em 1994.

A maioria deles, cerca de 6 mil, são dos 20 países europeus membros do CERN, mas a maior nacionalidade presente no projeto é a dos Estados Unidos, com 1.000 pesquisadores, seguidos por russos, informou Gillies.

Antes que o LHC possa começar a operar, cerca de 38 mil toneladas de equipamentos precisam ser resfriadas a uma temperatura de 271 graus Celsius negativos para que os grandes ímãs passem a funcionar no estado de supercondutores. Esse resfriamento será feito com ajuda de várias toneladas de nitrogênio e hélio líquidos.

“Isso realmente é mais frio que o espaço sideral. É uma tarefa muito grande”, disse Gillies. “É essencialmente como funciona uma geladeira, mas é extraordinariamente grande e a temperatura é incrivelmente fria.”

Fonte: Yahoo