O paradoxo da velocidade de propagaçao das ondas eletromagneticas

Suponha uma onda eletromagnetica e diversos meios de propagação para a mesma, a saber: Ar, Cabo de cobre, Vácuo, Agua e Fibra Optica.

Em qual destes meios a onda eletromagnetica tem maior velocidade de propagacao?

Poder-se-ia cair no erro de considerar a Fibra Optica como o segundo meio onde a onda possui maior velocidade de propagacao depois do Vacuo. Mas a verdade mostra o contrario. A onda eletromagnetica para os meios acima citados possui os seguintes valores:

Vácuo                    -> 300.000 (Km/s)
Ar                            -> 299.890 (Km/s)
Cabo de cobre    -> 180.000 – 240.000 (Km/s)
Agua                       -> 226.000 (Km/s)
Fibra Óptica -> 205.000 (Km/s)

Então porque se considera a fibra óptica o meio mais rápido para a propagação das ondas electromagnéticas? Durante muito tempo rejeitou-se a ideia da fibra como um meio viável de propagação. Mas com o melhorar da tecnologia de purificação do vidro, o conceito alterou-se dramaticamente. Aliada a este facto a fibra óptica possui uma taxa de erro muito menor (falaremos disso), uma largura de banda muitíssimo maior, menor atenuação e uma segurança melhor do que qualquer dos meios acima. Todos estes factos transformam a Fibra Óptica no melhor meio de propagação das ondas electromagnéticas.

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O que é a largura de banda?

A largura de banda pode ser definida como uma medida de capacidade dum circuito ou canal. Ela se refere a frequência ou ciclos (repetições) por segundo de uma determinada onda daí ser definido como o inverso do período. Existem basicamente 3 tipos de largura de banda: Banda estreita, Banda larga e Broadband.

Banda Estreita

Refere-se a canais ou circuitos que servem para transmitir a débitos binários bastante limitados. Geralmente no intervalo de bandas da voz entre os 300 – 3400 Hz no processo de amostragem a frequência máxima de 4000 Hz assume o valor de 8000 Hz como taxa de nyquist. Codificando com 8 bits temos então como debito binário dum canal digital 64 kbps ou seja 8000(1/s) x 8 bits = 64 kb/s. Na banda estreita funcionam por exemplo as linhas telefónicas do sistema de telefonia básica (POTS). No caso do RDIS temos 2 canais B com 64 kbps (kilobits per second) e um canal D com 16 kbps o que equivale a  um debito binário de 144 kbps.
Outra forma de se definir banda estreita é pensar como bandas que estão limitadas até 30 canais de voz a 64 kbps na norma E1 ou 24 canais de voz na norma T1.

Banda Larga

Como era de se esperar refere-se a canais ou circuitos com largura de banda superior a banda estreita. No domínio das frequências de radio o mesmo se refere a um canal que cobre um canal de frequências relativamente amplo.

Broadband

É um termo impreciso e que existem pessoas que preferem não utiliza-lo. Geralmente se refere a taxas nominais acima do T1 (1.544 Mbps) ou E1 (2.048 Mbps).

O termo Baseband muitas vezes também é usado. Ele pode ser definido como uma transmissão realizada sem modulação. Geralmente quando se exige rapidez de transmissão não existe preocupação com ruídos ou interferências.

 

Porque o STM-1 é o que é (II)?

Na primeira parte vimos o formato dum cabeçalho STM-1.

O cabeçalho STM-1 é organizado em 3 sectores: O payload, a área de secção ou SOH e o ponteiro. O payload é basicamente o conteúdo da informação que será transmitida. o ponteiro aponta uma localização em memoria que indica o inicio do payload ou informação a ser transmitida. O SOH contem 3 secções:

Secção de caminho, secção de regeneração e secção de comutação. A figura seguinte pode ajudar a explicar isto:

Basicamente entre 2 ADM (entrada de um e saída de outro) existe uma secção de caminho. Entre um ADM e um regenerador existe uma secção de regeneração, ou entre um regenerador e um DXC, ou entre um DXC e um regenerador. Entre a saída de um ADM e a entrada de um cross connect (DCS, DXC), ou entre a entrada de um cross connect (DXC)  e a saída de um ADM existe uma secção de multiplexacao.

O ADM é um dispositivo das redes SDH que serve para inserir e extrair débitos binários. No padrão PDH não era possível extrair-se débitos binários com tanta facilidade, apenas usando interface e software. Eram necessários equipamentos SDH para ‘desierarquizar’ toda estrutura ja hierarquizada e como podem notar era um processo complexo que exigia gastos financeiros, consumo de energia e introduzia complexidade nos processos. Com um ADM, o processo é diferente. Hoje em dia os ADMs estão a ser substituídos pelos MSPP como mostra a figura abaixo:

Como ia dizendo, no diagrama acima aparecem também regeneradores. Eles estão ali para garantir que o sinal não se disperse (dispersão intra e intermodal) para evitar a distorção em redes de grandes distancias. Podia dedicar apenas um artigo para falar sobre regeneradores.

O DCS ou DXC é mais uma espécie de cross connect ou comutador.

Voltando a falar das secções, imagine que se pretende introduzir um E3 na entrada do nosso ADM em Cacuaco e obte-lo em Sao Paulo? Basicamente um ADM recebe o sinal E3 e gera um C-3 (contentor C-3) operacao esta chamada de mapeamento. Em seguida adiciona-se o cabeçalho de caminho (secção de caminho) para cada contentor adiciona-se um POH ou Path OverHead. Forma-se o VC-3 ou Virtual Container 3 a combinacao de C-3 + POH. Este VC-3 vai até a extremidade. Na extremidade, o cabeçalho é retirado e extraído o E3.

Basicamente se pode dizer que um:

VC3 transporta um E3
VC4 transporta um E4
VC12 transporta um E1

Note que podem ser transportados links PDH e é aí onde reside a grande vantagem do SDH, ou seja a sua grande versatilidade. Por exemplo um VC-11 transporta um link de 1.5 Mbps. Um VC-12 transporta 2 mbps, um VC-3 34 ou 45 mbps etc. Ou podemos ainda usa-los para transportar sinais ATM, IP ou de vídeo.

Sistema de Resolução Online de Conflito para Partilhas de bens – Divórcios e Heranças

Abstract. Em diversos sectores da sociedade, a resolução de  litígios pelos tribunais tem se revelado menos viável, mais morosa e custosa. Para contornar algumas das imperfeições dos sistemas jurídicos convencionais surgiram os processos de resolução alternativas de conflito (ADR). Devido aos avanços tecnológicos, o surgimento da Internet e com isso também novas formas de conflitos, a ADR teve necessidade de adaptar e melhorar os seus processos a fim de dar respostas às mudanças provocadas. Assim, sistemas capazes de suportar diferentes abordagens da ADR foram criados passando a denominar-se sistemas de resolução online de conflitos (ODR). A negociação assistida é uma das abordagens da ODR e é utilizada em várias situações de conflitos. O sistema UMCourt Partilha tem na base esta abordagem e foi desenvolvido para auxiliar situações de partilhas de bens em caso de  divórcios e heranças contemplando conceitos da lei, técnicas de inteligência artificial e teorias de jogo.

Por: Ana Café, Davide Carneiro, Paulo Novais and Francisco Andrade

Download aqui.

Porque o STM-1 é o que é (I)?

O conhecimento das redes SDH é de vital importância hoje em dia. O desenvolvimento de redes interprovinciais e metropolitanas de alta velocidade em Fibra Óptica e feixes hertzianos baseia-se em padrão SDH. No entanto devido a grande complexidade que envolve o mesmo geralmente não é bem explicada principalmente em relação ao seu antecessor PDH no que se refere ao aparecimento dos débitos binários das hierarquias STM-N.

Porque a hierarquia STM-1 tem o debito binário de 155.52 Mbps?

Para entendermos isto basta que olhemos ao cabeçalho STM-1:

Ele é composto por 9  linhas e 270 colunas. A duração ou período de um cabeçalho é de 125.10^-6 s o que equivale a uma frequência de 8 KHz. Como este cabeçalho é composto por linhas e colunas então existem blocos. Cada bloco deste cabeçalho é um octeto (8 bits ou 1 byte) com uma taxa de 8/125.10^-6 s o que equivale a 64 kbps de debito binário por bloco.

Determinando  a taxa dum cabeçalho STM-1

270×9 = 2430.
2430x64000bps = 155520000 bps. Para transformar em Mbps basta dividir por 10^6. Isso dá 155,52 Mbps a taxa dum STM-1.