EIGRP: Balanceamento de carga por métrica desigual

 

unequal cost load balancing

Loop de encaminhamento em R3 devolve o pacote a R1, porque o custo do link R3-R1 é menor que o cuso R3-R2.

 

Observe a figura acima: Suponha que R1 pretenda enviar pacotes para R2. Ele o poderá fazer pela rota de menor custo directamente por R1->R2. Poderá faze-lo também por R3, R1->R3->R2. Acontece que de R3->R2 o custo é de 100. E de R3->R1, o custo é de 20. Logo o pacote a caminho de R2 por R3, será devolvido a R1 que encaminhará novamente a R2 provavelmente por R3 . A esse acontecimento chamamos Routing Loop, ou laços de encaminhamento.

unequal cost load balancing 02
Observe a figura acima. Os custos para a chegada dos pacotes de E para A, pelas 03 rotas são os seguintes:

E->B->A=30
E->C->A=20
E->D->A=45

A rota com menor custo, conhecida como Feasible Distance (FD) é igual a 20 (E->C + C->A = 10+10 = 20). Se essa rota falha por qualquer motivo, uma rota alternativa, chamada de Feasible Sucessor Route, FS, é activada, e essa rota é E->B->A = 30, porque o custo anunciado pelo encaminhador B para alcançar A, ou seja a Reported Distance, RD = 10, é menor que a FD=20.

Redes sérias precisam necessariamente de ter algum bom esquema de balanceamento de carga. As vantagens são inúmeras. Por exemplo é sempre bom enviar pacotes por mais do que um caminho, desse modo pode-se diminuir a sobrecarga nos enlaces (desculpe mas não encontrei um termo mais PT-pt para link, diferente de ‘ligação’) de dados.

Outra vantagem é a rápida convergência em caso de quebra ou falha de um dos enlaces de dados. Nao é necessário esperar pelo processo de convergência, que pode ser moroso porque ja existe uma ou mais rotas alternativas na tabela de roteamento.

Configura-se o balanceamento de carga de rotas com desiguais métricas (deve ser assim que se pronuncia Unequal Metric Route Load Sharing) recorrendo ao comando Variance que multiplica o seu argumento que varia de 1 a 128 pelo valor da rota FD. Todas as rotas com custo menor a FD serão consideradas como rotas sucessoras FS.

Por exemplo. Configure-se uma variância de 02. O novo valor da métrica será FD = (10+10)*2 = 40. FS = (10*2) = 20 < FD.
Na linha de comando teríamos:

>router eigrp 33
>variance 2

O encaminhador irá adicionar todas rotas menores ou iguais a 40, valor de FD. E->D->A não é adicionado porque a RD de D = 25*2 = 50 > FD.

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Abrangência IP e a sumarização de rotas

Existem motivos muito fortes pelos quais voce necessita sumarizar ou agregar rotas. Um factor é que o processo de encaminhamento, introduz uma grande sobrecarga no sistema. Tendo o encaminhador que calcular mais rotas, maior é a sobrecarga. Outro motivo para sumarizar rotas é que ela acelera o processo de convergência em protocolos IGP (Interior Gateway Protocol) como o protocolo EIGRP. Observe a figura abaixo:

Stuck in active

Se o encaminhador 1 perde uma rota ele envia uma mensagem de solicitação e aguarda por uma mensagem de resposta. Quanto maior o numero de encaminhadores a frente de 1, menor é a probabilidade dele receber uma mensagem de resposta em menor tempo e dessa forma convergir rapidamente. Ja ensinamos num artigo anterior como sumarizar rotas. O problema que se coloca aqui é quando estamos em presença de redes algo descontínuas. O gerente do projecto entrega a voce 4 (quatro) rotas e solicita a sua sumarização. Como proceder? O exemplo abaixo dá uma dica sobre o assunto:

An engineer plans to configure summary routes with the ip summary-address
eigrp asn prefix maskcommand. Which of the following, when added to such a
command, would create a summary that includes all four of the following subnets:
10.1.100.0/25, 10.1.101.96/27, 10.1.101.224/28, and 10.1.100.128 /25?
a.  10.1.0.0  255.255.192.0
b. 10.1.64.0  255.255.192.0
c.  10.1.100.0  255.255.255.0
d. 10.1.98.0  255.255.252.0

Como se observa, estamos perante 4 redes algo descontínuas. Qual das seguintes alíneas corresponde a uma rede que satisfaça a sumarização delas?

Uma forma fácil de verificar isso é por fazer uma analise de abrangência. Para isso voce deve lembrar para que serve uma mascara de sub-rede. Ela não apenas serve para indicar o endereço de rede fazendo a operação matemática de AND com um determinado e válido endereço IP, mas também para determinar os limites ou a abrangência da sub-rede.

Repare: Se voce tem uma rede com o endereço 10.0.0.0/8 qual é a sua abrangência? Eu que sou experiente neste calculo digo que é de 10.0.0.0/8 a 10.255.255.255. Como provar? Simples: subtraia a mascara de sub-rede pela mascara todos 1 (255.255.255.255). Fica assim:

255.255.255.255
– 255.  0  .   0. 0
________________
0    . 255 . 255 . 255

Somar (OR) o endereço IP (10.0.0.0) ao resultado da subtração do todos 1 com a mascara de sub-rede:

  10 . 0  . 0   . 0
+ 0 .255.255.255
________________
10 . 255.255.255

Ou seja a rede vai de 10.0.0.0/255.0.0.0 a 10.255.255.255/255.0.0.0.

Respondendo a pergunta destacada anteriormente, voce pode repetir os passos que fizemos agora nas quatro alíneas para obter a resposta. Observe as redes em análise:

10.1.100.0/25, 10.1.101.96/27, 10.1.101.224/28, and 10.1.100.128 /25

Nota-se que a rede mais a direita ou seja com o endereço IP maior é 10.1.101.224/28, logo temos de encontrar uma sub-rede que abranja este endereço. Analisando a alínea d) temos: 10.1.98.0  255.255.252.0. Qual é a sua abrangência?

255.255.255.255 – 255.255.252.0 = 0.0.3.255

Somando: 10.1.98.0 + 0.0.3.255 = 10.1.101.255

Ou seja a sua abrangência vai de 10.1.98.0 a 10.1.101.255.

O endereço 10.1.101.224 está dentro desse intervalo, logo a alínea d) está correcta.

 

 

 

 

 

 

 

 

Simuladores para engenharia de telecomunicações.

Simulação é o processo de modelagem de sistemas via um modelo lógico-matemático no qual são conduzidos experimentos que permitem fazer inferências sobre tal sistema. Em outras palavras, simulação é a construção de modelos computacionais que imitam processos ou operações do mundo real.[1]

Que definição!!! Bom, a verdade é que Simulação não é coisa de hoje. Os nazistas já haviam percebido que era importante simular o comportamento mecânico dos seus caças-bombardeiros perante situações de adversa turbulência aerodinâmica:

nazi aerodinamics

Engenheiros Nazistas testam avião em túnel de vento

 

E nós aqui no século 21 espantados com tuneis de vento do ArrivaBene da Ferrari.

Voltando a batata quente. A tecnologia electro-mecânica desenvolveu-se. Surgiu um artefato bem interessante chamado computador, que nada mais é que uma portentosa maquina de multi-calculo. E depois existe essa maravilhosa criação de Deus, Jeová que é o Homem, enquanto ser mais complexo do universo. O ser humano sabe que perturbações climatéricas são difíceis de serem preditas, as probabilidades são pequenas. Contudo, ele sabe que consegue descrever o comportamento de certos tipos dessas perturbações por meio de expressões matemáticas. Ora, se ele pode fazer isso com fenômenos absolutamente aleatórios, seria ainda mais fácil descrever matematicamente o comportamento dum avião e correlaciona-lo com as expressões matemáticas de fenômenos climatéricos. E como são cálculos complexos e que precisam receber entradas e originar saídas do sistema processual, nada mais logico que usar um computador para executar esses cálculos. O ser humano ainda é o melhor calculador, mas o computador é mais rápido.

Ora, isso vem provar que a maior parte dos processos em engenharia podem ser descritos por expressões matemáticas das mais complexas possíveis, e eu não sou matemático digo já. Um exemplo simples: o desvanecimento rápido e/ou lento dum sinal dum receptor radio-GSM pode ser descrito por certas funções probabilísticas apropriadas a cada caso. Mais outro: Os modelos de enfileiramento e buffering da memoria de circuitos electrónicos podem ser simulados em programas escritos em linguagem de computador de alto nível.

No ramos das telecomunicações existe uma amalgama de simuladores. Infelizmente durante nosso tempo na universidade não nos foram introduzidos a maior parte desses. Simuladores de circuitos eléctricos, de antenas, planeamento radio, GSM, comutação de pacotes e circuitos, IP Routing, etc etc.

No vídeo abaixo um funcionário da Riverbed explica como o OPNet Modeler pode ser utilizado para simular o desempenho de Aplicações:

 

Este artigo da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que descobri em mero ocaso, faz menção de inúmeras dessas ferramentas. Ficamos feliz pelo facto do artigo ter o nosso blog como fonte de informação, já que mencionou uma matéria que havíamos publicado sobre o simulador OPNet, este que serviu como ferramenta de estudo de caso da minha Monografia a 5 anos atrás.

Fontes

[1]http://blogdaengenharia.com/por-que-e-importante-que-engenheiro-de-producao-aprenda-simulacao/

 

GNS3 e o problema da escalabilidade

Das melhores ferramentas de estudo, design e projecto de redes o GNS3 ocupa uma posição primordial, porque passamos do processo da simples simulação de redes para a emulação dos próprios encaminhadores (routers) em si. Ou seja você roda em cima do seu computador pessoal versões robustas de encaminhadores Cisco. Ferramentas de simulação como o Cisco Packet Tracer ou outras ajudam muito pouco quando você sobe de nível nas carreiras Cisco. Os comandos são limitados, os serviços são limitados, algumas configurações assumem um carácter básico, quando não são, etc, etc.

Eu não tenho nada contra ferramentas de simulação, pelo contrario, o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi baseado numa ferramenta desse gênero, ou seja se eu quisesse projectar uma rede metropolitana de Fibra Óptica eu recorreria ao OPNet, poderoso simulador, agora adquirido pela Riverbed.

O bom do GNS3 é que você pode ir adicionando maquinas virtuais e conectar a sua topologia a elas. O mau dele é que isso requer demasiado espaço em Memoria de Acesso Aleatório (RAM). Com 4 (quatro) encaminhadores a 512 MBytes você tem no minimo 2048 GBytes de RAM, e isso é muito para um computador pessoal meu caro. Situação: Você usa o GNS3 e não usa mais nada. Se apertar muito você pode nem o GNS3 conseguir usar mais.

Solução? Ter uma boa maquina com uns bons MB de RAM. Essa maquina pode ser um servidor, uma workstation ou mesmo um portentoso laptop. Depois disso você instala um gerenciador de maquinas visuais, ou seja, um Hypervisor que nada mais nada é, um servidor de maquinas virtuais. Depois de instalado, você pode acessar as suas maquinas virtuais a rodarem imagens de roteadores Cisco, via rede. Tao simples quanto isso, ou seja, você tem um Servidor/Hypervisor que roda os seus laboratórios Cisco, o que o deixa sem necessidade de se preocupar com a memoria RAM do seu computador pessoal. Se quiser escalar, aumenta a memoria RAM do Hypervisor e ponto final. Quer ‘brincar ‘mais? Experimente utilizar Drives de Estado Solido (SSD), placas de rede Gigabit Ethernet, mini clusters etc etc. Se quiser ‘piorar’ a brincadeira ‘ alugue um endereço IP fixo e mesmo quando você se viajar ou se ausentar você ainda poderá usar seu laboratório.

vmware esxi

Existem algumas dicas de como fazer isso disponíveis na net, não são muitas. A maior parte delas de pessoal com grau CCIE, porque a esse nível é exigível determinada topologia que ou está disponível fisicamente ou você emula ela por meio de computador, o que não é fácil dada a parca disponibilidade de memoria RAM. Deixo com vocês 3 (três) links bem interessantes de como configurar um laboratório Hypervisor de encaminhadores Cisco.

The “Perfect” virtual Lab (será?)
How to build CCIE v5 Lab with Cisco CSR 1000v Routers
VMs Running In My ESXi Networking Lab as of 23-Dec-2014

 

 

Configurando serviço DHCPv6 Stateless

Similar ao protocolo DHCP, o protocolo DHCPv6 também faz uso do protocolo Internet Control Message Protocol, mas na sua versão 6, o ICMPv6, que por seu lado recorre a outro protocolo, o Neighbor Discovery (ND), que vem assim substituir o protocolo de descoberta e resolução ARP pertencente ao protocolo IP.

Ao contrario do serviço DHCPv6 Stateful, o serviço DHCPv6 Stateless não conserva o estado dos dispositivos a que ele atribui endereços. Geralmente o esquema é composto pela atribuição simples ao cliente do endereço DNSv6 e do Domain Name (DN) e do prefixo bem como seu tamanho.

O endereço IPv6 é obtido pela combinação do prefixo (64 bits) e do endereço MAC do dispositivo que sao 48 bits. Como o endereço IPv6 é composto por 128 bits isso significa que ainda restam (64-48)bits = 16 bits. Esses bits sao completados com a inserção da assinatura FFFE (onde o bit 70 é complementado) na metade dos 48 bits ou seja depois do bit 24 do MAC Address. A este tipo de técnica, denomina-se StateLess Address AutoConfiguration (SLAAC) e o formato do de endereço denomina-se EUI-64.

Os comandos ipv6 address autoconfig e ipv6 nd other-config-flag em modo de interface, habilitam a configuração automática do endereço IPv6 e a obtenção do outras configurações enviadas pelas mensagens RA (já falaremos disto parágrafo abaixo) dos servidores-encaminhadores (DHCPv6 Routers).

Aquando da obtenção da informação DHCPv6 o cliente e o servidor trocam mensagens ND. Geralmente um cliente envia uma mensagem Multicast Router Solicitation (RS) a todos agentes DHCPv6 que podem ser servidores-encaminhadores ou servidores de reencaminhamento (relay servers) ao endereço Multicast FF02::1:2 com escopo local, a solicitar uma mensagem Unicast Router Advertisement (RA) do servidor-encaminhador, que, por sua vez responde com o tal RA que também indica o seu tipo de configuração DHCPv6 (stateful ou stateless). O Default Router do cliente é o endereço de link local do servidor-encaminhador.

Geralmente configura-se o servidor-encaminhador para gerar e enviar Unicast RA’s com o comando ipv6 unicast-routing. Dessa forma, ele não irá proceder a geração e envio de mensagens RS.

A topologia abaixo é bastante elucidativa. Temos dois encaminhadores, nomeadamente R2, que faz o papel de servidor-encaminhador, e R3 que faz o papel de cliente. R2 é configurado como servidor DHCPv6 Stateless de modo que envia RA’s com informações sobre o seu prefixo, o seu tamanho, o endereco DNSv6 e o Domain Name.
o cliente R3 na sua interface fastethernet 0/0 por seu lado obtêm de R2 apenas o prefixo, de modo que estando configurado para autoconfiguração ela gera o seu endereço IPv6 por meio do método EUI-64 e obtêm de R2 apenas o DNSv6 e o Domain Name.

 

DHCPv6 Stateless
R2 Configuration

hostname R2

ipv6 unicast-routing

ipv6 dhcp pool SEQEUELE
address prefix 3111:1111:2222:3333::/64 lifetime infinite infinite
dns-server 2001:4860:4860::8888
domain-name http://www.snnangola.co.ao

interface FastEthernet0/0
no ip address
speed auto
duplex auto
ipv6 address 3111:1111:2222:3333::1/64
ipv6 dhcp server SEQEUELE rapid-commit
!
ip forward-protocol nd
!
no cdp advertise-v2

R3 Configuration

hostname Router

interface FastEthernet0/0
ipv6 address autoconfig
ipv6 nd other-config-flag
ipv6 dhcp client pd SEQEUELE rapid-commit

ip forward-protocol nd
!
no cdp log mismatch duplex

Testes

Interfaces associadas em R2

R2#sh ipv6 dhcp int
FastEthernet0/0 is in server mode
Using pool: SEQEUELE
Preference value: 0
Hint from client: ignored
Rapid-Commit: enabled

Confirmação da ausência de estado em R2

R2#sh ipv6 dhcp binding
R2#sh ipv6 dhcp database

Nao retorna qualquer informação de associação. Mas…

Interfaces associadas em R3

#sh ipv6 dhcp interface
FastEthernet0/0 is in client mode
State is SOLICIT
List of known servers:
Reachable via address: 3111:1111:2222:3333::1
DUID: 00030001CA0210EC0000
Preference: 0
Configuration parameters:
IA PD: IA ID 0x00040001, T1 60, T2 120
DNS server: 2001:4860:4860::8888
Domain name: http://www.snnangola.co.ao
Prefix name: SEQEUELE
Rapid-Commit: enabled

 

DHCPv6 um exemplo simples (I)

Nao quis terminar o ano 2015 sem publicar um artigo. O que era para ser um passeio tornou-se um pesadelo, próprio de quem andou algum tempo fora de assuntos técnicos. Entretanto a rapidez com que voltei a dominar os conceitos só provaram que afinal acabamos por não esquecer aquilo que bem aprendemos.

I Won’t finish the 2015 season without publish a post. The runawaylder was turned into a nightmare, because I wasn’t refreshed regarding to new Cisco IPv6 concepts. However after a self taught CCNP ROUTE lessons and packet tracer or GNS3 practises I’m sure that i never forgot the old concepts, so I’m feeling ready and confident now.

Como sabem o protocolo IPv6 está aos poucos a transformar-se no padrão the facto das transmissões em comutação de pacotes. Ja escrevi muitos artigos sobre IPv6, você pode consulta-los aqui e aqui. Quase a sete (7) anos atrás quando escrevi o primeiro artigo sobre IPv6 pensava-se sempre em implementações dual stack, ou seja hosts e servers com interfaces com endereços em IPv4 e IPv6. Ora, penso que isto deve ser de evitar no futuro. Em alguns casos, por questões de falta de interoperabilidade, obsolência, resistência a mudanças e segurança de aplicações, ainda se observa com alguma frequência este tipo de implementação.

As you know the IPv6 protocol is becoming bit by bit the the facto protocol for IP switching networks transmissions. I have wrote some articles about IPv6 standard, so you can check here and here. Almost a seven (7) years ago when i have wrote my first article about IPv6 we thought ever in dual stack implementations. Even thinking the public IPv4 numbers for AFRINic are exhausting we need to get ready for the changes that are becoming standard. There are cases where the IPv6 isn’t recommended such as those who insist to have hard control of some OSI or IP model layers. There are situations where we can face resistance for changes, lack of interoperability and some obsolency too.

O nosso exemplo é muito simples. Temos um encaminhador de pacotes (router) com duas sub-redes atras dele, que podem ser dois andares ou dois departamentos. Queremos que o nosso encaminhador Router0 seja o nosso servidor DHCPv6 e forneça os endereços IPv6, DNS e Domain Name:

The diagram below is quite simple. We have a Router with two (2) sub-networks behind them, who should be two floors or departments. We want Router0 to be our DHCPv6 server in order to supply the IPv6 address, DNS and Domain Name:

Sub-Redes tudo IPv6

Sub-Redes tudo IPv6

 

Temos duas sub-redes por detrás de Router0: Sub-Rede LUANDA  por detrás da interface Fa0/0 e Sub-Rede KILAMBA por detrás de Fa0/1. Um servidor DNS configurado como estático e um outro servidor também com endereçamento estático. Dois computadores pessoais. Um configurado para ser cliente (host) STATEFUL e outro para ser cliente (host) STATELESS. A razão porque fazemos isso é muito simples: verificar se mesmo com o server Router0 configurado para não enviar Router Advertisements (RA) com o comando ipv6 nd managed-config-flag , ou seja forçar os hosts a não obter endereçamento em autoconfiguration (SLAAC) e usar o DHCPv6 eles ainda assim procedem, gerando configuração IPv6 pelo método EUI-64 e obtendo de Router0 apenas o DNS e o Domain Name.

Endereçamento IPv6 (IPv6 Addressing):

Luanda Prefix -> 3111:1:2:4::/64
Router0, Fa0/0 -> 3111:1:2:4::1/64
Kilamba Prefix -> 3111:1:2:6::/64
Router0, Fa0/1 -> 3111:1:2:6::1/64
Luanda DNS Server -> 3111:1:2:4::3/64

Router0 Configuration:

Activar encaminhamento de pacotes IPv6 (Enable IPv6 packet forwarding between interfaces on Cisco Router)

ipv6 unicast-routing

 

Configurar duas pools de endereços para LUANDA e KILAMBA

ipv6 local pool STATEFUL-LUANDA 3111:1:2:4::/64 64
ipv6 local pool STATEFUL-KILAMBA 3111:1:2:6::/64 64

Configuração em modo global de DHCPv6 pool para LUANDA

ipv6 dhcp pool STATEFUL-LUANDA
prefix-delegation pool STATEFUL-LUANDA
dns-server 3111:1:2:4::2
domain-name http://www.snnangola.co.ao

Configuração em modo global de DHCPv6 pool para KILAMBA

ipv6 dhcp pool STATEFUL-KILAMBA
prefix-delegation pool STATEFUL-KILAMBA
dns-server 3111:1:2:4::2
domain-name http://www.snnangola.co.ao
!

Configuração de interface Fa0/0 como provedora de endereçamento a pool STATEFUL-LUANDA

interface FastEthernet0/0
no ip address
duplex auto
speed auto
ipv6 address 3111:1:2:4::1/64
ipv6 nd managed-config-flag
ipv6 dhcp server STATEFUL-LUANDA
!

Configuração de interface Fa0/1 como provedora de endereçamento a pool STATEFUL-KILAMBA

interface FastEthernet0/1

no ip address
duplex auto
speed auto
ipv6 address 3111:1:2:6::1/64
ipv6 nd managed-config-flag
ipv6 dhcp server STATEFUL-KILAMBA

PC1, configurado como autoconfig:

PC>ipv6config /all

FastEthernet0 Connection:(default port)

Physical Address…………….: 0090.0C7E.BD87
Link-local IPv6 Address………: FE80::290:CFF:FE7E:BD87
IPv6 Address………………..: 3111:1:2:4:290:CFF:FE7E:BD87/64
Default Gateway……………..: FE80::201:C9FF:FE09:E301
DNS Servers…………………: 3111:1:2:4::2
DHCPv6 IAID…………………: 249352694
DHCPv6 Client DUID…………..: 00-01-00-01-28-93-5C-6E-00-90-0C-7E-BD-87

PC2, configurado como DHCPv6 STATEFUL:

PC>ipv6config /all

FastEthernet0 Connection:(default port)

Physical Address…………….: 00E0.8FBE.4A06
Link-local IPv6 Address………: FE80::2E0:8FFF:FEBE:4A06
IPv6 Address………………..: 3111:1:2:4:2E0:8FFF:FEBE:4A06/64
Default Gateway……………..: FE80::201:C9FF:FE09:E301
DNS Servers…………………: 3111:1:2:4::2
DHCPv6 IAID…………………: 486531192
DHCPv6 Client DUID…………..: 00-01-00-01-27-86-D6-26-00-E0-8F-BE-4A-06

Verificando associação em Router0

RW0#sh ipv6 dhcp binding

Client: (FastEthernet0/0)
DUID: 00-01-00-01-27-86-D6-26-00-E0-8F-BE-4A-06
IA PD: IA ID 486531192, T1 0, T2 0
Prefix: 3111:1:2:4::/64
preferred lifetime 604800, valid lifetime 2592000
expires at janeiro 31 2016 2:44:3 am (2592000 seconds)

Client: (FastEthernet0/0)
DUID: 00-01-00-01-28-93-5C-6E-00-90-0C-7E-BD-87
IA PD: IA ID 249352694, T1 0, T2 0
Prefix: 3111:1:2:4::/64
preferred lifetime 604800, valid lifetime 2592000
expires at janeiro 31 2016 2:44:3 am (2592000 seconds)

Client: (FastEthernet0/1)
DUID: 00-01-00-01-E5-E7-A9-E6-00-05-5E-B8-5A-BD
IA PD: IA ID 825564713, T1 0, T2 0
Prefix: 3111:1:2:6::/64
preferred lifetime 604800, valid lifetime 2592000
expires at janeiro 31 2016 2:44:3 am (2592000 seconds)

Client: (FastEthernet0/1)
DUID: 00-01-00-01-A1-7C-76-89-00-D0-BC-02-4D-CE
IA PD: IA ID 774598856, T1 0, T2 0
Prefix: 3111:1:2:6::/64
preferred lifetime 604800, valid lifetime 2592000
expires at janeiro 31 2016 2:44:3 am (2592000 seconds)

Como podemos ver, houve associação. No próximo artigo vamos abordar aspectos mais profundos sobre DHCPv6.

Configuração de Virtual Route and Forwarding (VRF) Lite em roteadores Cisco

A tecnologia de virtualização Cisco VRF é um recurso avançado de segmentação geralmente aplicado em ambientes de provedoria de serviços associado ao MPLS. Sei que é um contra senso falar de segmentação, e ao mesmo tempo da camada 3, mas é a forma mais simples de explicar a utilidade do VRF.

Trata-se da aplicação de algo parecido ao comportamento de VLAN’s, mas ao nível da camada 3 (três). Até agora temos visto técnicas de segmentação ao nível da camada 2 (dois) e até da camada 1 (um). Com a aplicação do VRF cria-se tabelas de encaminhamento (roteamento) para cada instancia (processo) VRF. No fundo isso significa criar encaminhadores (roteadores) virtuais em cima de encaminhadores físicos.

Com essa possibilidade o trafego é separado a nível da camada 3, facilitando o processo de troubleshotting, melhoria da segurança de dados e facilitação da aplicação de politicas de gestão de débito binário.

Apesar de ser um recurso disponível com recursos totais em poderosos roteadores, em alguns roteadores como o Cisco 891 é possível encontrar uma versão Lite da tecnologia VRF.

O Harris Andrea escreveu um artigo prático bastante elucidativo da aplicação básica desta tecnologia:

http://www.networkstraining.com/cisco-vrf-lite-configuration/

Cisco Reference:

http://www.cisco.com/c/en/us/td/docs/switches/lan/catalyst4500/12-2/15-02SG/configuration/guide/config/vrf.html