Porque o STM-1 é o que é (II)?

Na primeira parte vimos o formato dum cabeçalho STM-1.

O cabeçalho STM-1 é organizado em 3 sectores: O payload, a área de secção ou SOH e o ponteiro. O payload é basicamente o conteúdo da informação que será transmitida. o ponteiro aponta uma localização em memoria que indica o inicio do payload ou informação a ser transmitida. O SOH contem 3 secções:

Secção de caminho, secção de regeneração e secção de comutação. A figura seguinte pode ajudar a explicar isto:

Basicamente entre 2 ADM (entrada de um e saída de outro) existe uma secção de caminho. Entre um ADM e um regenerador existe uma secção de regeneração, ou entre um regenerador e um DXC, ou entre um DXC e um regenerador. Entre a saída de um ADM e a entrada de um cross connect (DCS, DXC), ou entre a entrada de um cross connect (DXC)  e a saída de um ADM existe uma secção de multiplexacao.

O ADM é um dispositivo das redes SDH que serve para inserir e extrair débitos binários. No padrão PDH não era possível extrair-se débitos binários com tanta facilidade, apenas usando interface e software. Eram necessários equipamentos SDH para ‘desierarquizar’ toda estrutura ja hierarquizada e como podem notar era um processo complexo que exigia gastos financeiros, consumo de energia e introduzia complexidade nos processos. Com um ADM, o processo é diferente. Hoje em dia os ADMs estão a ser substituídos pelos MSPP como mostra a figura abaixo:

Como ia dizendo, no diagrama acima aparecem também regeneradores. Eles estão ali para garantir que o sinal não se disperse (dispersão intra e intermodal) para evitar a distorção em redes de grandes distancias. Podia dedicar apenas um artigo para falar sobre regeneradores.

O DCS ou DXC é mais uma espécie de cross connect ou comutador.

Voltando a falar das secções, imagine que se pretende introduzir um E3 na entrada do nosso ADM em Cacuaco e obte-lo em Sao Paulo? Basicamente um ADM recebe o sinal E3 e gera um C-3 (contentor C-3) operacao esta chamada de mapeamento. Em seguida adiciona-se o cabeçalho de caminho (secção de caminho) para cada contentor adiciona-se um POH ou Path OverHead. Forma-se o VC-3 ou Virtual Container 3 a combinacao de C-3 + POH. Este VC-3 vai até a extremidade. Na extremidade, o cabeçalho é retirado e extraído o E3.

Basicamente se pode dizer que um:

VC3 transporta um E3
VC4 transporta um E4
VC12 transporta um E1

Note que podem ser transportados links PDH e é aí onde reside a grande vantagem do SDH, ou seja a sua grande versatilidade. Por exemplo um VC-11 transporta um link de 1.5 Mbps. Um VC-12 transporta 2 mbps, um VC-3 34 ou 45 mbps etc. Ou podemos ainda usa-los para transportar sinais ATM, IP ou de vídeo.

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Um pensamento sobre “Porque o STM-1 é o que é (II)?

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