Quer construir seu proprio ‘roteador’? Use o NetFPGA

NetFPGA é um projecto da universidade de Stanford que pretende disponibilizar sobre uma placa PCI um dispositivo que possui capacidades de comutação e encaminhamento. O objectivo é disponibilizar uma plataforma de hardware com um custo acessível que possibilite realizar experimentos laboratoriais interessantes, que permitirão realizar inovações importantes no domínio das redes de computadores.

NetFPGA

O hardware é interessante (por exemplo, para o NetFPGA Xilinx Virtex-II Pro, que não sei se ainda está disponível):

  1. 4 portas RJ45 Gigabit Ethernet
  2. 4.5 MB de memoria SRAM
  3. Padrão PCI
  4. DDR2 DRAM
  5. 2 processadores Power PC

As possibilidades de ‘brincar’ em cima disso são super-interessantes, desde a implementação de QoS boxes inteligentes que respondem e tomam decisões independentes em relação ao fluxo de tráfego, até a Firewall’s boxes especificamente destinadas ao combate de ataques DDoS, backup de balanceamento de carga, replicação e virtualização de redes, etc, etc.

Referencias

http://packetlife.net/blog/2010/jul/23/building-your-own-router-netfpga/

Planeamento de redes WiFi. Como fazer e o que você deve saber

Que existem redes WiFi (Wireless Fidelity) aos tostões isso não é novidade. Que nem todas elas cumprem seu papel é uma grande verdade. E isso está intrinsecamente ligado a própria característica desse tipo de redes: Não a podemos ‘ver’ a olho nu. É tudo muito diferente das redes fiadas, onde sabemos por observação, o inicio e a terminação da propagação dos sinais. Muitas das vezes estamos mais interessados na atenuação dos sinais por metro. No caso das redes WiFi, na hora do planeamento da rede, depois de avaliadas as necessidades do cliente, não estamos apenas preocupados com a atenuação do sinal pelo edifício, mas também com a propagação do sinal, com a interferência e com a distorção.

É necessário ser suficientemente metódico para resolver problemas comuns que surgem em instalações WiFi em edifícios, como por exemplo a dificuldade na propagação dentro de poços de elevadores, em escadas, refeitórios mesmo ao lado de conjunto de fornos microondas, mesmo economatos repletos de papeis reflectores para saladas e fritos ou até armários de metal.

Todos estes problemas podem ser minimizados, se recorrermos as orientações dos fabricantes. A Cisco como não podia deixar de ser possui uma serie delas. Convosco deixo este documento intitulado WiFi Site Survey, com recomendações, dicas interessantes, ferramentas etc, das melhores praticas na hora de planear a sua rede Wireless.

Brian McGaham e como ele passou o CCIE Data Center

B. MacGaham é instrutor no renomado, as vezes contestado INE. Neste post, ele pretende dar umas dicas de como conseguiu ser bem sucedido em obter a certificação CCIE Data Center, apenas 1 (um) ano e poucos meses depois de ter obtido a certificação CCDE.

CCIE Blog

Ele admite que o mercado começa a requerer mais treinamento na appliance Cisco Nexus por um lado, e por outro lado, que a melhor maneira de se preparar para o exame é por ler, entender e praticar com a documentação fornecida pela Cisco sobre o Nexus. Recomenda também alguns livros, dá umas dicas, etc. Mesmo que você não esteja nesta track, a experiencia pode ser proveitosa para algum fim.

‘Enferrujado’ em calculo de sub-redes? O ‘Questões de Sub-rede’ da-te uma ajuda

Este site foi desenvolvido pelo nosso amigo Flyner Portugal (é mesmo o nome dele) e possui uma quizz com diversas questões de cálculos de sub-rede. Se você é um principiante em estudo de redes este é o site certo. Se você está algum tempo sem praticar cálculos de sub-redes apenas recorrendo a mente, este é o site certo. Se você se sente ‘enferrujado’, este é o site certo.

Obs: Como ainda não testei, não sei se possui questões de IPv6, mas já sugeri ao Flyner que incorpore, possibilidades de envio de Score ao email dos usuários.

A virtualização nas redes de computadores

A primeira vez que vi algo relacionado a virtualização, foi em 2006. Pela primeira vez em minha vida observei um Windows Server 2003 a rodar em cima dum outro sistema operacional com VMWare. De lá para cá, as tecnologias de virtualização não param de acontecer, muito em parte por causa do advento (hype??) do cloud computing. É que na minha opinião, hoje se temos cloud, devemos agradecer as tecnologias de virtualização. A tempos para me ‘desenferrujar’ fiz um curso de database genérico, e para aulas práticas bem podia ter baixado e instalado um Oracle 9i/10i/Xi da vida no meu computador. Em vez disso fiz uma inscrição no excelente Amazon S3, criei uma instância via browser, loguei com o cliente e já está. Esta facilidade de criar uma database ‘la do outro lado do mundo, como se estivesse desse lado’, não seria possível sem a tecnologia de virtualização. É uma diminuição brutal de custos, consequente aumento de produtividade, eficiência e de segurança (com criação de snapshots).

De olho nesse nicho, os gigantes de equipamentos e tecnologias de redes não perderam tempo e começaram a lançar também eles, produtos virtualizados. A Cisco por exemplo, a muito que possui tecnologias de virtualização, a saber VLAN’s, VSS, VSAN, VRF, StackWise, etc, para citar apenas alguns exemplos. No entanto ela não tinha ainda uma gama ‘seria’ de appliances que pudessem despertar a atenção do mercado. Bom, isso já não constitui preocupação com a existência de maravilhas como o Virtual Router CSR 1000V, onde é possível ter (não simular ter) varias instâncias dum ‘roteador’ (‘roteadores’ virtuais) físico. Isso na minha opinião é mais do que viável financeiramente para instituições que são operacionalmente escaláveis.

Imagem

Eu sinto que ainda tenho algumas duvidas quanto a essa matéria de encaminhadores (‘roteadores’) virtuais. No entanto deixo dois documentos com vocês. O primeiro [1] é da cisco e fala exactamente do Cisco CSR 1000V e o segundo [2] é da ‘insuspeita’ Brocade que também apresenta uma solução de Virtual Router o Vyatta que segundo eles é superior ao VMWare Virtual Switch.

[1] – http://www.cisco.com/en/US/prod/collateral/routers/ps12558/ps12559/csr_1000v_3.pdf

[2] – http://www.brocade.com/downloads/documents/white_papers/segmenting-virtual-networks-wp.pdf

Enterprise Network Simulation Platform (eNSP). O simulador de redes da Huawei

Este é mais um simulador de redes. O seu objectivo é simular redes dizem eles, complexas, alargadas e escaláveis desde comutadores a encaminhadores, no mercado enterprise, e pode ser baixado aqui. Em relação a outros simuladores é possível integrar equipamentos reais e fazer também a injecção de pacotes reais.

huawei ensp

Como não conheço muito bem a gama de equipamentos Huawei não posso adiantar muito. O certo é que esta gigante Chinesa das comunicações já está em peso, a alguns anos, servindo essencialmente o Backbone de algumas empresas publicas como Angola Telecom e algumas instituições estatais. Por isso não seria de todo má ideia encarar o desafio de conhecer mais acerca das tecnologias por ela utilizadas, já que a mesma tem também feito contratações nos últimos anos no mercado nacional. Quanto a nós, é mais uma grande iniciativa para um gigante que quer confirmar não ter pernas de barro.

Angolano Anivaldo Malungo obtém grau CCIE

Fomos hoje informados que o Eng André Anivaldo Malungo acaba de ser aprovado no dificílimo e conceituado exame Cisco CCIE R&S (Cisco Certified Internet Expert Routing and Switching) nos EUA.

André Anivaldo e o renomado instrutor Narbik Kocharians

André Anivaldo e o renomado instrutor Narbik Kocharians

Desta forma, este meu antigo colega de carteira, junta-se a um leque restrito de experts mundiais em computer networking que ostenta este grau, considerado o mais reputado, a nível mundial. Em Angola já são 3 (três). 2 (dois) Angolanos e 1 (um) Brasileiro.

O seu exame é de tal forma complexo, que são necessários 3 (três) exames teóricos e um exame prático (Laboratório) de 8 (oito) horas que apenas pode ser realizado em poucas cidades (San José, Dubai, Bangalore, Bruxelas, Hong Kong, Tokyo, Sidney etc) ou em alguns laboratórios moveis que circulam pelo mundo. A taxa de aprovação deste exame a nível mundial, na primeira tentativa é de apenas 5 a 10%. Apenas 1% dos profissionais de redes de computadores a nível mundial possuem tal certificação.

Isto significa que os nossos irmãos Angolanos se tem saído bem, até agora (são mesmo ‘rijos’ lol).

Nós SNNAngola apenas temos a dizer que é mais um quadro que está aí para o mercado, com esforço e dedicação próprio conseguiu lá chegar.

E você? Conhece mais algum CCIE Angolano? Não exite em contactar-nos (snnangola at yahoo.com.br)