Angola vai ter este ano sistema anti-fraude nas comunicações

Luanda – Angola Telecom está a implantar um sistema anti-fraude na rede de telecomunicações, com tecnologia de ponta, que deverá entrar em funcionamento, ainda este ano, “para proteger a rede das acções dos defraudadores, combater o fenómeno e desencorajar os prevaricadores.

Em entrevista à Angop, o administrador da Angola Telecom para área Comércial, António Briffel Neto, disse terça-feira, em Luanda, que o sistema anti-fraude custou cerca de um milhão e 700 mil dólares norte-americanos e assegurou tratar-se de um instrumento eficiente que vai permitir ao país controlar a rede nacional de telecomunicações e evitar roubos de elevadas somas de dinheiro por fraudes.

Por outro, disse o administrador, a Telecom defende a existência de uma legislação específica sobre as fraudes em Telecomunicações, que tenha em conta os vários tipos de crime desta índole e a existência de mecanismos de gestão de fraudes que permitam defender os interesses do Estado angolano e das operadoras do sector.

Angola Telecom, em colaboração com a Polícia de Actividades Económicas, tem desenvolvido acções tendentes a detectar e desmantelar grupos de defraudadores nacionais e estrangeiros “oportunistas e organizados”, cuja actividade tem causado danos consideráveis à economia nacional.

Segundo António Briffel Neto, a Telecom, enquanto “operadora incumbente”, já pensa na necessidade de constituir uma associação nacional ( e mesmo regional) da luta anti-fraude, para o controlo e o desmantelamento de zonas ácidas (locais de concentração dos defraudadores), para minimizar os níveis de fraudes (oportunistas, organizado, subscrição).

A empresa está a implementar, desde Julho de 2008, um projecto de expansão e modernização da rede fixa de telecomunicações, avaliado em USD 102 milhões, que abrange as províncias de Malanje, Zaire, Bié, Moxico Kuando Kubango e lundas Norte e Sul, cuja conclusão preve-se para finais de 2010. A implementação deste projecto vai permitir a instalação no país de novas redes de acesso de cobre e sem fio, de 3276 quilómetros de fibra óptica, e de seis mil linhas telefónicas, bem como a instalação de mil e 392 linhas VSAT, 761 de Internet em banda larga (ADSL) e de 13 mil linhas fixas sem fio (CDMA).

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