As liçoes do professores do IST (I)
Como sabem, fruto dum acordo já aqui anunciado professores do IST deslocaram-se a Angola para ministrarem cadeiras no curso de engenharia de Telecom da UCAN. Fruto desse acordo o primeiro professor a deslocar-se a Angola foi o professor Dr Joao Pires do IST de Portugal.
Durante o tempo que aqui esteve leccionou na cadeira de Sistemas de Telecom III tendo como fundamento as comunicações ópticas:
Familiarização com os conceitos básicos da Comunicação Óptica.
Proporcionar os conhecimentos e metodologias apropriados para conceber e dimensionar diferentes tipos de sistemas de comunicação óptica.
Programa
1. Introdução à comunicação óptica
2. Fibras ópticas e componentes passivos
3. Componentes optoelectronicos
4. Aspectos de engenharia de transmissão óptica
5. Redes de acesso com fibra óptica
6. Redes ópticas
Foram semanas de aprendizado em modo intensivo (5/4 h por dia). Como devem ter imaginado o stress não foi pouco daí também a minha ausência no blog.
Sem querer fazer juízos de valor, mas a qualidade de ensino é de longe superior a que muitas das vezes se pratica por cá (sem querer desprezar ninguem), onde o docente ja entra a pensar em quantos vão ficar e quantos vão avançar, esquecendo que o mais importante é a transmissao de conhecimentos de forma adequada e compreensível.
Uma das coisas que aprendi é a coerência nos resultados e o professor João Pires fez questão sempre de dizer isso. Um técnico tem que ser critico em relação a um resultado como por exemplo considerar válido o absurdo de 20 db/km como um coeficiente de atenuação valido.
Não podia deixar de mencionar a pontualidade demonstrada e a necessidade de se desculpar por algum inconveniente qualquer. Podemos ser bons técnicos, mas se não possuirmos qualidades humanas seremos desprezáveis em termos de utilidade.

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